
Fim do Blog
Agradeço a todos os que passaram por aqui ao longo de mais de 2 anos e que tiveram a terna paciência de me ler.
Um beijo na alma para cada um!
Podem encontrar-me agora no meu novo espaço, num formato diferente.
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Sandra

Não há dia que se passe sem que feche os olhos e tenha um estremecimento, sentindo que te vejo.

Fotografia de Alba Luna
Mais um ano que passou como nuvem que se esfuma.
É o princípio de outro que se constrói sobre sonhos e promessas.
Noites que se viveram, dias de espera, manhãs de angústia, esperança, tristeza, alegria, indiferença, raiva, dor… sentimentos que desfilaram neste palco onde nos articulamos.
Gestos repetidos, frases que se trocam, rostos que se vêem e… o que fica? Quem fica?
Permanecem, como estrelas em noite escura, pequenos momentos, fragmentos desprendidos de uma realidade pardacenta, onde habitamos e respiramos.
Quem ficou, mesmo não estando presente, caminha a meu lado… será uma sombra, um suspiro, um sorriso, uma gota de chuva… será para sempre em mim a memória daquilo que foi!
(Fotografia de Ricardo Tavares)
Acordo e vejo a manhã fria e molhada. Os olhos doridos de uma noite em branco lembram-me que o meu corpo pesado me amarra à condição de que tento fugir.
Momentos há em que não sei quem sou, confesso.
Escondo-me, fecho-me, preencho-me apenas com o som das minhas palavras.
Vivo o silêncio quando o inferno das palavras ásperas queimam tudo o que tocam.
Quero compreender-me, quero saber quais as leis da vida a que estou presa.
Quero voltar a mim, lá bem fundo, e voltar a ouvir-me.

(Fotografia de ABrito)
Lembro-me de tanto mas não que era Setembro!
Lembro-me da ondulação no luar e da aragem salgada que nos lambia os lábios.
Lembro-me da sombra nos rochedos e do silêncio cortado pelo vento.
Lembro dois vultos que se entrelaçavam e dos teus olhos nos meus.
Lembro-me dos dedos contraídos e das palavras soltas num murmúrio.
Lembro-me de ti, mas não que era Setembro…
E agora Setembro nunca mais será o mesmo!
(Fotografia de Luis Miguel Mateus)
Quero partilhar convosco algo com que me surpreenderam esta semana. Alguém, não sei quem, pegou no meu texto “Chama deste Querer”, publicado no dia 20 de Fevereiro e acrescentou outras palavras que se encaixaram perfeitamente nas minhas e a “sinfonia” foi esta:
Estar novamente com o silêncio, esse velho companheiro…
Confessar o que nos aflige, e o que nos causa mágoa. Faz-me sentir perto, tão perto de ti e pensar em tudo o que somos, e em tudo o que nos une – mil vezes maior do que o que nos separa.
Palavras que podíamos nunca ter dito, mas dissemos; outras que tanto desejámos ter dito, e que secretamente escondemos.
Tanto que poderia nunca ter acontecido mas aconteceu…. E de tudo, estes momentos, o que de melhor em nossas vidas, ficou... perpetuamente! Gestos, murmúrios, silêncios que pertenciam à imaginação e não à realidade, são agora o que nos une, a cada segundo, que fujo e te procuro... e te encontro, encontrando-me.
E tanto, imensamente tanto, tanto já aconteceu. De bom, de mau, em nossas vidas... mas de tudo, é a bola do fogo a cair no oceano, que lembramos... E os teus/meus olhos fundidos num só sentir. Pensa, o espelho e o fundo – são isso não são?
O que são estas memórias serenas, estas ideias peregrinas que nas noites frias me aquecem e apaziguam a alma senão a chama desta vontade e deste querer de te amar e de te ter? E de que um dia, viveremos, nem que seja um só segundo, o momento pelo qual chegámos hoje aqui.
"Sei de ti mais do que queria, numa palavra, diria, sei te de cor..."
Sabes, se voltar a ser “cega”, quero viver com a alegria de ter visto o que poucos veêm! E se um dia emudecer, espero primeiro poder ter dito aos teus ouvidos, o que me enlouqueces, o quanto te amo... E se, sem mão um dia ficar, restará a lembrança da sinfonia, dos poemas que tecemos a quatro mãos...

(Fotografia de Cristina Martins)
Dois dedos vagarosos vão desenhando estas linhas…
Palavras, e as palavras vão chegando e correm às catadupas, em correntes de fulgor e alegria por ti, por quem desejo.
Ainda perplexa, murmuro se será possível, em tempo como este, entre o dia e a noite, tocar contigo, momentos de um amor etéreo?
Despojam-se palavras incrédulas como se acordasse para um mundo desconhecido, mas ternamente doce onde o crer que me segura a vida não deixa que a tristeza me toque, porque sei que nunca estarei só enquanto habitares os meus pensamentos!

" Tem cuidado quando fizeres chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas!
A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser AMADA! "

Estar novamente com o silêncio, esse velho companheiro…
Faz-me sentir perto, tão perto de ti e pensar em tudo o que somos.
Palavras que podíamos nunca ter dito, mas dissemos.
Tanto que poderia nunca ter acontecido mas aconteceu…. Gestos, murmúrios, silêncios que pertenciam à imaginação e não à realidade.
E tanto, imensamente tanto, tanto já aconteceu.
Que são estas memórias serenas, estas ideias peregrinas que nas noites frias me aquecem e apaziguam a alma senão a chama desta vontade e deste querer de te amar e de te ter?
Sabes, se voltar a ser “cega”, quero viver com a alegria de ter visto o que poucos veêm!

(Fotografia de A.Brito)
Desceu a noite fria, envolvendo de sombras a terra gelada.
Vêm o silêncio e a escuridão, libertando-me do torpor que as horas do dia me condenam.
E com expectativa mal contida, aguardo as tuas palavras e elas chegam, em sussurros serenos, carregando-me, deixando-me prostrada à beira da vertigem, derreada no clamor do teu chamamento.
Que poder é este que tens sobre mim que me estilhaça?
Estremeço ao sentir-te dançando em volta de mim.
Pára e sossega-me!
Não há noite que não estejas presente quando faço por adormecer, e mais uma vez…
Eis-me aqui, trespassada pela tua memória!
(Fotografia de A.Brito)
Se me perguntares quem somos, eu responder-te-ei!
Sei de cor, de trás para a frente, de frente para trás e de todas as formas que conseguires enumerar, o nosso amor. Sei deste amor, como sei em quantos arco-íris se desdobra o céu, e em que ponto começa e termina cada estrela, quantas faces tem a lua, que são muitas mais que as que imaginas…e muito, muito mais haveria para dizer. Mas todas as palavras possíveis seriam pouco para descrever um amor tão certo e evidente.
Sabemos hoje deste amor, e um do outro, o que muitos não encontram em si durante uma vida inteira.
(Agosto 2003)
(Fotografia de Graça)
E é quando percorro de noite ruas vazias, iluminadas pela luz quente vertida de portas escancaradas que, lá de dentro, me chega o fervilhar da palavra fácil, alegre, jocosa.
Risos estridentes abafam-se no murmurinho de muitas conversas, e, eu ali fico, no sossego da minha sombra. Contemplo por instantes os gestos lânguidos e então, voltando a face, continuo por esse caminho de silêncio que me leva até ti.
E aqui estou eu... só, não fossem as tuas palavras, tremendas, que me rasgam como relâmpago em noite escura!
(Fotografia de Graça Loureiro)
O que há em ti que me faz sentir única?
Este amor dá-me o belo, exalta o que de mais nobre encerro, liberta-me de vis instintos, torna-me forte, guia-me o gesto firme, faz-me repousar em manto puro.
E se em ti as palavras esgotam, em mim elas abundam, mas repetem-se.
Mas sei que até as mais parcas, sabes lê-las como um livro aberto.
Por vezes descobrem-se momentos como este, em que cada palavra se sente como a primeira, qual revelação, e nos guia para o seio de toda as coisas, O AMOR!
O que és tu para mim?
Foram noites anteriores a esta que me trouxeram a resposta.
És para mim parte de mim própria, uma extensão do que sou, és tanto, imensamente TANTO!
Que mais posso eu dizer que ainda não tenha dito?
Digo-te agora e sei-o hoje que nada é certo neste mundo, um dia podemos até percorrer caminhos diferentes, todas as certezas poderão ser postas em causa…a não ser uma:
Amo-te para toda a vida, onde quer que estejamos, com quem estivermos, quem quer que amemos, sei que somos e seremos sempre um do outro!
Este talvez seja o meu último texto, não me despeço já, mas como disse, as palavras abundam mas repetem-se.

(Fotografia de Graça Loureiro)
Mil e uma noites suspensas no tempo, consumidas num suspiro quente…
E era ao crepúsculo de um suave amanhecer que tantas e tantas vezes chegava o sol cálido que nos tomava num abraço dolente, como se tu e eu fossemos parte de todas as coisas do mundo.
E essas noites nunca terminaram, e que bem sabe, mesmo não estando tu aqui, poder abraçar-te nos meus braços!
(Fotografia de Simplesmente Maria)
É tarde e onde estás?
Faz-se o silêncio e em que pensas?
Chega o vento frio e o que te aquece?
Pinta-se de escuro o céu e em que sonhas?
Põe-se a noite triste e o que te anima?
Eu aqui…
É em ti que penso!
É a tua memória que me agasalha!
É com o teu beijo que sonho!
É o nosso reencontro que me alegra!
E é contigo que estou!
Não sentes?
Cheguei até ti com a ligeireza de uma brisa de Outono!
E tudo tanto, somente para sussurrar que te amo!
E em pensamentos refugio-me no nosso mundo, é para lá que fujo quando a saudade chega, é nesse mundo que respiro e me refaço.
Tão forte é o pensamento que sinto ser possível abraçar-te em silêncio como a brisa que me acaricia.
Penso… penso em ti e invade-me uma vontade imensa de sair correndo nesta noite de chuva levando-te comigo pela mão.
Ah! Havia então de ver, as gotas desse céu desfeito em água, deslizando-te pela face!
(Fotografia de Joana Lorça)
Chega a noite e com ela o silêncio, e sinto-o doce, doce como as palavras que chegam em catadupas de fulgor e alegria por ti, meu amor sereno!
E lentamente me vais invadindo, conquistando, tomando, dominando e, não consigo resistir e deixo-me ficar.
E então, nestas páginas em branco, vejo o contorno de uma face, e na escura noite vejo o brilho de um olhar sentido que desce sobre mim, e é o teu toque que sinto em gestos delicados…
Estremeço ao sentir-te, voltando-me sei quem vejo: Uma sombra diáfana, ÉS TU!
Poderia ficar aqui, noite sem fim, escrevendo, porque sonho mais contigo acordada que dormindo!

Lá fora imperturbável corre o vento e invade-me uma tranquilidade inusitada trazida pelo beijo suave que me entrou pela janela, pousando-me nos lábios desprevenidos, despertando-me docemente para a tua memória.
Nesta noite serena sinto a leveza do meu corpo, o meu cansaço em breve será paz e apesar da distância sei que podemos adormecer de sorriso nos lábios e faço desse nosso sorriso o meu sonho apetecido.
Não estás, mas sinto-te aqui, toco-te na mão e beijo-te a face… e é quando fechamos os olhos que acordamos juntos.
(Fotografia de Joana Lorça)
Que queres de mim que me fazes procurar o que não se vê?
Desejar o que talvez não exista! Terás enlouquecido?
Embalas-me na mais bela e doce das loucuras, arrebatas-me como folha que se desprende ao vento e deixas-me desprotegida!
Tomas-me sem aviso, feitiço inocente, e eu deixo-me levar nos braços de miragens por ti contadas.
Coração, tu que nunca me escutas, que nem imaginas quantas lágrimas podem cair sem se verem, nem quantas dores fenecem até não se sentirem…
Como penitência, ofereço-te o meu silêncio!
Mas não te assustes, não desassossegues, que este te seja como murmúrio de calmaria, prenúncio do vento, descendo pelo vale.
Peço-te, por um instante que seja, que entendas que eu também tenho razão.

(Fotografia de Nuno Belo)
… atirava-te à areia e rebolávamos até às ondas, depois mergulhávamos até ao fundo, onde a água é mais fria.
E se tivéssemos guelras nadávamos para o fundo azul e se tivéssemos asas voávamos para não mais voltarmos.
E quando estivesse cansada, como agora, prostrava-me nos teus braços e deixa-me ficar, de olhar vago, a pensar em tudo o que poderia ser e não é.
Doces delírios, que somente me invadem quando fecho os olhos em paragens que não conheço durante o dia, como se vivesse no fio do horizonte, onde o mar deixa de ser mar e o céu ainda não se fez azul!

Sonho meu!
Utopia? Talvez!
Suspiro doce da alma...
Silêncio eterno.
Um crer, num querer impossível,
Retalhos de tudo o que não é!
Realidade inalcançavel,
Outra não tenho em mim.
Sonho... só meu!
Desejo inconfessável!
AMOR, mal-me-quer, bem-me-quer?
Lua, tu que me sussurras,
Ultima a abandonar-me, diz-me:
Amas assim como eu?

(Fotografia de Joana Lorça)
Os meus olhos agitavam-se, tacteando tudo o que se encontrava à minha volta…inocência terna para disfarçar a tristeza que estava a sentir.
Quando nos afastamos, os meus dedos ágeis hesitam tocar-te. Oscilam num movimento tenso. E nestes momentos, um frémito percorre-me todo o corpo.
Sei que não pretendemos nada um do outro. É muito mais que isso... temo-nos um ao outro.
Nesses instantes, a realidade parece desvanecer-se, esfumando-se numa variedade de cores. Tudo o que se passa à minha volta esbate-se num todo, na certeza do que sinto. E a proximidade desta verdade, que me tem incessantemente e docemente assombrado, deixa-me sempre, sempre estarrecida.
E os nossos olhares cruzaram-se mais uma vez, e uma lágrima, já de saudade, percorreu-me o rosto, perdendo-se de seguida entre os dedos que lhe tocavam...
(Foto de Rosangela de Almeida Cesar)
O que nos liga, o que nos une, que às vezes parece sermos um só?
Como se exalássemos a um só suspiro, como se caíssem dos teus olhos as minhas lágrimas, como se te lembrasses de mim quando penso em ti!
És a água onde mergulho e o vento que me arrebata…
Quem me dera que o sonho que se vive fosse um sono de que nunca acordasse.
Serão tolas estas palavras?
Serão fracas e despidas de graça, ou será falta de arte?
Perdoa-me… pelo o que for. Será alguma vez de mais dizer que te amo?
(Fotografia de Guilherme Lechat)
Uma noite sem te ver, uma noite sem te ter, mais uma de muitas...
[disse ele, num sussurro]
Uma noite sem te ouvir, uma noite sem te sentir, mais uma de tantas...
[disse ela, num murmúrio]
Prostrados pelo desgosto da lonjura que os aparta, consola-os a teimosa e eterna certeza nesse amor que perdura!
[Pensaram em uníssono]

(Fotografia de Rita Monteiro)
Nalguma tarde morna, quando te deitares na areia fina e apertares uma mão cheia nos dedos, é a minha que seguras.
E quando mergulhares nas águas pardas do mar e quebrares uma onda serena, mergulhando na sua espuma, ouvirás, para além do silêncio, o murmúrio dos meus braços fendendo a água, que deixei para tua companhia.
(Fotografia de Mbfotografia)
O vento passa dolente, não sentes? É suave este embalo de tarde quente!
Ofuscante luz deste sol abrasador que me faz recuar aos doces momentos em que o tempo passava breve, suspenso na força de um abraço.
Sempre são horas calmas, estas, suave início de recordações envolvidas em aromas de verão. Recosto-me e sinto-te em toques de seda, dedilhando o meu corpo que é teu e que tão bem conheces.
E nestes breves instantes do dia em que o tempo parece abrandar, deixa que os teus olhos se fechem e sente de queixo tremente o beijo que levemente deposito nos teus lábios.

(Fotografia de Joana Lorça)
De que valem as minhas palavras quando me seguras num abraço imenso e contudo, vejo no teu olhar a dor da despedida inefável?
De que são feitas as minhas palavras quando me calas num beijo, me despertas o corpo e no embalo do desejo entrego-me, a ti, em suprema redenção?
De que servem as minhas palavras quando te ausentas de mim restando-me oferecer-te a minha voz trémula suspirando doces murmúrios de saudade?
São minhas as palavras, mas és tu o livro onde as redijo… mesmo quando de nada servem.
Bem vês, meu amor! Palavras são só palavras… vento apenas, mas tu ficas e permaneces!

" Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes. Gastámos tudo menos o silêncio. Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.
Já gastámos as palavras. Quando agora digo: meu amor, já não se passa absolutamente nada. E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água. O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas. Adeus. "
Eugénio de Andrade
Minha singela homenagem a um grande homem e acima de tudo um grande, grande poeta.

Não há dias que parecem mais brilhantes que outros?
E não há manhãs que parecem mais sorridentes que outras?
E também há dias em que as árvores parecem mais altas e o mar mais límpido!
Não há dias em que a música parece mais doce, o ar mais puro e a água mais cristalina e o coração parece bater mais depressa?
Porquê? Porque há dias em que penso mais em ti que outros?

Regressas incessantemente ao lugar só nosso que conheces tão bem, através desse eterno caminho que te traz sempre para mim.
Sabes dos braços abertos que sempre te esperaram e esperam ainda… Conheces demasiado o brilho dos olhos que se fixam nos teus a cada chegada tua…
Sabes de cor todas as palavras por mim já ditas, quando no fim de tudo, sabes que o meu desejo é sussurrar que te amo.
Mas eu sei, que entenderás sempre o que sinto, se na inquietação das minhas palavras, o silêncio se fizer sentir entre a minha boca e a tua!

Estou sempre em ti…
Ainda que pressuponhas que a distância e a ausência que muitas vezes nos aparta levam de mim o aroma de tudo o que já partilhámos.
Ainda que penses que as minhas mãos em certos momentos ensaiam acenos e despedidas… continuo aqui, serenamente, à tua espera.
Ainda que, não estando tu sempre presente, consigo sentir o doce sussurro da tua voz a cada madrugada, lembrando-me que sempre fui tua, mesmo antes de te amar.
E na soma de todas as minhas certezas, sei que o teu caminho é aquele que te traz sempre para mim.

Não sei que dívida temos para com o destino que nos leva a percorrer caminhos tão estranhos!
Infinitas vezes perguntei, num murmúrio que se desfaz em silêncio… será possível, em tempo como este, viver vidas antigas, histórias sagradas que se sentem como um beijo profundo?
Serão ecos de outra era, tempos imemoriais em que deuses caminhavam na terra como gigantes? Terá sido o pó das estrelas que nos tivesse aspergido este querer, esta vontade, esta ideia de um amor que teima em não morrer?
Se pecado há, é este de crer teimosamente no sonho que nos resgata da miserável lei da vida. Contigo abandono a terra e faço-me luz!

Amei com exagero e intensidade. Com força, ternura, paixão, loucura.
Sofri o desespero de quem ama sem saber o porquê de tal ironia!
Amei muitas vezes o teu silêncio, a tua ausência, a tua indiferença.
Amei-te de corpo e alma.
Amei, até esgotar o louco desejo de te amar...

Não falaste porque não podias, nem uma palavra, um gesto, um sorriso. Eu percebia qualquer sinal, mas ficou o silêncio em forma de dor.
Não choraste porque tinhas os olhos fechados, mas eu chorei por ti e ainda choro sempre que te lembro. A tua partida silenciosa, fez chorar a noite. Não eram lágrimas que se perdiam, haverão sempre lágrimas, mas eu ganhei uma dor que não fiz por merecer.
Às vezes chamo por ti, mas apenas o silêncio me responde. Guardo dentro de mim a tua imagem, a memória daquilo que foste e de tudo o que aprendi contigo, sabes, sou hoje uma pessoa melhor e isso devo-o a ti.
A revolta da tua partida ainda mora dentro de mim, como os dias são dias e as noites são noites. Senti que te roubaram à vida num gesto brusco e cruel... nem sequer te pude olhar nos olhos e dizer-te adeus. Esse adeus perdura, vive, como a tua ausência, sentida e que ainda me custa aceitar.
Estejas onde estiveres sei que olhas por mim... e eu guardar-te-ei sempre, sabes, existe um cantinho no meu coração que é só teu, eternamente teu.
"Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós."

Estou completamente, desesperadamente, irredutívelmente, totalmente, irritadamente sem palavras.
Porquê?
Porque há momentos em que as palavras não chegam? Alturas há para as quais palavras não bastam.
Entristeço-me... e tudo tanto porque nada mais tenho para te oferecer. Restam-me as palavras... palavras que não tenho agora.
Palavras que te toquem como eu não posso tocar-te.
Letras que tu vejas como eu não posso ver-te.
Frases que te amem como eu não posso amar-te.

Quem me dera que pudesses voltar a sentir a simplicidade dum pôr-do-sol numa tarde tranquila e que visses nele os meus olhos que te fitam.
Quem me dera que pudesses voltar a sentir a pureza da sede que se mata em àgua límpida e que volvesses nisso os meus lábios que te beijam.
Quem me dera que pudesses voltar a sentir o consolo da fresca sombra após a caminhada ardúa e que percebesses nela a minha face que te sorri.
Quem me dera que pudesses voltar a sentir o aconchego do fogo em noite fria e saberes serem as minhas mãos aquelas que te seguram...
Quem me dera.

Amanhã, mil e cem dias de solidão. E chegarão lágrimas que se juntam sem vazão, vagas rasgadas em mar dolente, ondas vertidas em olhar ausente.
Hoje, aproximando-se o longíquo momento, voltas a ser, como sempre foste, meu imperecível lamento, fantasma, sombra, sussurro, incessante e perene tormento. Será assim o fim?
Tu que me amaste e um dia tiveste, grande me tornaste, a mim, presa por um beijo que docemente verteste. As minhas asas, tendo-as, cruzariam além planicies e montanhas, seriam para ti, querendo-as, refúgio de tempestades tamanhas.
Não sentes? Não ouves? Este caminhar, estes passos ao lado dos teus, percorrendo dunas de luar, varridas eternamente pelo quente vento? São meus... para sempre meus...

Não sabes ainda que é só quando se faz o almejado silêncio e se dispersam as gentes que eu chego para junto de ti... não sabes ainda?
Não sabes ainda que é só noite funda quando nossas palavras se cruzam e os gestos se fundem... não sabes ainda?
Não sabes ainda que é só agora quando me deixo levar a essa terra sonhada, habitada por alma de quem somos espectros aqui tão longe, que volto a prender um suspiro de admiração pelos teus olhos nos meus...
Não sabes ainda...
Idade: 32
Onde vivo: Vendas Novas
Gosto: De imensas coisas... principalmente do que me faz feliz!
Não gosto: De ouvir o que não tenho de ouvir, de falar com quem não gosto e de engolir o que não mereço. Não gosto de meias palavras e de indefinições. Não gosto de pessoas calculistas, hipócritas e individualistas que não sabem ver mais longe do que os seus interesses e o seu bem estar.
E se... : "Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
não há nada mais simples!
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra coisa todos os dias são meus."
(Alberto Caeiro)
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Estremecimento!
Permanecem
Voltar a mim...
Num outro Setembro!
Sinfonia!
Murmúrio!
Mulher!
Chama deste querer!
Desassossego!
"Sê sempre como a lua,
que mesmo solitária,
nunca deixa de brilhar"
" Definir o amor é limitá-lo, encarcerá-lo numa redoma de palavras incompletas"
"Omnia vincit amor - o amor vence tudo." (Virgílio)
"Se alguém não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil que a procure noutro lugar." (La Rochefoucald)
" Quando falares, cuida para que as tuas palavras sejam melhores do que o teu silêncio, e lembra-te que alto deve ser o valor das tuas ideias, não o volume da tua voz."
"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."(Oscar Wilde)
"Perdoa os teus inimigos: nada os chateia tanto!" (Oscar Wilde)
" O maior dom que vais receber na vida é o de acreditares em ti mesmo. Guarda-o com todas as tuas forças, pois ele é a única coisa que será sempre realmente tua."
" Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se" (Gabriel García Márquez)
" Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente." (Henfil)
" Não faças da tua vida um rascunho, pois pode não dar tempo de a passares a limpo."
" Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia" (Paulo Coelho)
" Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu. " (Gabriel García Márquez)
" Não há vento favorável para o marinheiro que não sabe aonde ir " (Senéca)
" Há dias cheios de vento, há dias cheios de raiva... há dias cheios de lágrimas. Mas depois... há dias cheios de amor, que nos dão coragem de ir em frente em todos os dias da nossa vida! " (M. Batagglia)
" Um homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar. " (Charlie Chaplin)
" Quem olha para fora, sonha! Quem olha para dentro, acorda! "
" Se não estás feliz, começa por perceber o que te faz sorrir! "
" Quando um coração é grande, nenhuma ingratidão o fecha, nenhuma indiferença o cansa. "
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